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Boletim
nº 100 – agosto/2005 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Para
quem tem memória curta
Está
circulando na Internet um breve resumo das falcatruas,
corrupções e sabotagens às CPIs
durante o Governo FHC. Para refrescar a memória
da turma do PSDB/PFL.
SIVAM:
Logo no início da gestão de FHC, denúncias
de corrupção e tráfico de influências
no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação
do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam)
derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais.
Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa
pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo
e resultou apenas num relatório com informações
requentadas ao Ministério Público.
PASTA
ROSA: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise
dos bancos:Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial
(SP). Através do Programa de Estímulo
à Reestruturação do Sistema Financeiro
(Proer), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o
Banco Econômico numa jogada política para
favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não
durou cinco meses, justificou o "socorro"
aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo
de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados
subornados pelo Econômico.
PRECATÓRIOS:
Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no
pagamento de títulos no Departamento de Estradas
de Rodagem (Dner). Os beneficiados pela fraude pagavam
25% do valor destes precatórios para a quadrilha
que >comandava o esquema, resultando num prejuízo
à União de quase R$ 3 bilhões.
A sujeira resultou na extinção do órgão,
mas os aliados de FHC impediram a criação
da CPI para investigar o caso.
COMPRA
DE VOTOS: Em 1997, gravações telefônicas
colocaram sob f orte suspeita a aprovação
da emenda constitucional que permitiria a reeleição
de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João
Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil
para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram
ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido
de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.
DESVALORIZAÇÃO
DO REAL: Num nítido estelionato eleitoral, o
governo promoveu a desvalorização do real
no início de 1999. Para piorar, socorreu com
R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam –
ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem.
A proposta de criação de uma CPI tramitou
durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada
por pressão da bancada governista.
PRIVATARIA:
Durante a privatização do sistema Telebrás,
grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos
Mendonça de Barros, ministro das Comunicações,
e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles
articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência
do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio
do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o
tucano Pérsio Árida. A negociata teve
valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo,
FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.
CPI
DA CORRUPÇÃO: Em 2001, chafurdando na
lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI
para apurar todas as denúncias contra a sua triste
gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção
na esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas
da Sudam, da privatização do sistema Telebrás
e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A sujeira
no ninho tucano novamente ficou impune.
EDUARDO
JORGE: Secretário-geral do presidente, Eduardo
Jorge foi alvo de várias denúncias no
reinado tucano: esquema de liberação de
verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP;
montagem do caixa-dois para a reeleição
de FHC; lobby para favorecer empresas de informática
com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só
para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão
no processo das privatizações. Nada foi
apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para
criticar a "falta de ética" do governo
Lula.
CPIs
SABOTADAS: FHC impediu qualquer apuração
e sabotou todas as CPIs. Ele contou ainda com a ajuda
do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro,
que por isso foi batizado de "engavetador-geral".
Dos 626 inquéritos instalados até maio
de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados.
Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros
e ex-ministros e em quatro o próprio FHC. Nada
foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos
ficaram intactos. Lula inclusive revelou há pouco
que evitou reabrir tais investigações
- deve estar arrependido dessa bondade!
GOVERNO
LULA APURA: Diferente do reinado tucano, o que é
uma importante marca distintiva do atual governo, hoje
existe maior seriedade na apuração das
denúncias de corrupção. Tanto que
o Ministério da Justiça e sua Polícia
Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta
credibilidade. Nesse curto período foram presas
1.234 pessoas, sendo 819 políticos, empresários,
juízes, policiais e servidores acusados de vários
esquemas de fraude - desde o superfaturamento na compra
de derivados de sangue até a adulteração
de leite em pó para escolas e creches. Ações
de desvio do dinheiro público foram atacadas
em 45 operações especiais da PF.
CGU
FISCALIZA: Já a Controladoria Geral da União,
encabeçada pelo ministro Waldir Pires, fiscalizou
até agora 681 áreas municipais e promoveu
6 mil auditorias em órgãos federais, que
resultaram em 2.461 pedidos de apuração
ao Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas
de FHC, a Controladoria só passou a funcionar
de fato no atual governo, que inclusive já efetivou
450 concursados para o trabalho de investigação.
"A ação do governo do presidente
Lula na luta decidida contra a corrupção
marca uma nova fase na história da administração
pública no país, porque ela é uma
luta aberta contra a impunidade", garante Waldir
Pires.
CLIMA
DE SUCESSÃO: Diante de fatos irrefutáveis,
fica patente que a atual investida do PSDB-PFL não
tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente
eleição de Severino Cavalcanti para presidente
da Câmara, tem interesses menos nobres nesse embate.
Através da CPI dos Correios, o tucanato visa
imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem, preparando
o clima para a sucessão presidencial. De quebra,
pode ainda ter como subproduto a privatização
dos Correios, acelerando a tramitação
do projeto de lei 1.491/99, interrompida pelo atual
governo, que acaba com o monopólio estatal dos
serviços postais
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