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Boletim
138 - mar/2006 – (71) 3115 7139/3115 7073 Fax
3115 4093
Nova
carta aos militantes do PT
Animado
pela repercussão de sua primeira Carta aos Militantes,
o deputado Emiliano José (PT) voltou a se comunicar
com os petistas baianos, exortando-os à luta.
Desta vez, acusa o ex-presidente FHC de provocar bilhões
de dólares de prejuízo ao Brasil e ressalta
que os brasileiros já entenderam o que anda por
trás das recentes campanhas difamatórias
contra Lula e o PT. Ele conclui com um chamamento: quem
manda é o povo, Lula de novo.
LEIA
A ÍNTEGRA:
CARTA
AOS MILITANTES PETISTAS (II)
Companheiros
e Companheiras,
Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
deitou falação contra o PT, acusando-nos
de modo grosseiro e calunioso. O povo costuma dizer
que macaco nunca olha para o próprio rabo. Fernando
Henrique é o típico representante da classe
dominante, e aqui no sentido mais amplo do termo porque
defende interesses da burguesia nacional e internacional.
Tornou-se o condottiere da burguesia. De teórico
da dependência, tornou-se o condutor da unidade
entre parcelas da classe dominante local e multinacional,
autêntico intérprete dos tempos novos do
capitalismo, arauto do neoliberalismo.
Em pouco tempo, oito anos apenas, realizou obra de vulto.
Oitenta anos em oito. Aumentou a dívida pública
10 vezes. Aumentou a carga tributária em 10 pontos
percentuais. Desmontou quase toda a estrutura produtiva
do Estado brasileiro vendendo-a a preço de banana,
em negociata que assombrou o mundo. Foi várias
vezes ao FMI, quase nos levando à falência.
Aproximou-se a passos largos do Estado mínimo,
terceirizando grande parte dos serviços públicos.
Revelou uma enorme capacidade para reverenciar os poderosos
do mundo e para exacerbar nossa dependência dos
grandes centros capitalistas mundiais.
A política submissa aos interesses neoliberais
que colocou em prática com rigor espartano provocou
desemprego e problemas sociais gigantescos. A inflação
superava em 2002 a casa dos 12% anuais e os juros eram
superiores a 25%. A política econômica
recessiva gerou, naqueles oitos anos, em torno de 8
mil empregos formais por mês, diferentemente do
governo Lula, que gera um montante superior a 100 mil
empregos formais mensais. Qualquer comparação
que se faça em relação aos dois
governos, nossa política, que é efetivamente
preocupada com o povo, leva a melhor. Por isso, insisto,
no dito popular: macaco não olha para o próprio
rabo. Fernando Henrique foi uma tragédia política,
econômica e social para o país.
Está certa Maria da Conceição Tavares
quando diz que qualquer retorno dos tucanos ao poder,
o que o povo não vai permitir, significaria um
corte radical nos direitos dos trabalhadores –
eles seriam capazes de eliminar todos aqueles direitos
conquistados durante o século XX, acentua ela
corretamente. Que autoridade tem esse cidadão
para pretender discutir o PT e o governo Lula, sob qualquer
aspecto? Quiséssemos discutir a atitude do governo
dele face à corrupção e veríamos
a gravidade do quadro de então. Basta lembrar
alguns poucos episódios, fartamente conhecidos
da opinião pública brasileira, dos quais
ele anda esquecido. A memória dele é extremamente
seletiva, disse-o bem o ministro Márcio Thomaz
Bastos.
O governo de Fernando Henrique começou com o
escândalo Sivam – corrupção
e tráfico de influência relacionados a
um contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação
do Sistema de Vigilância da Amazônia, escândalo
que acabou derrubando um ministro e dois assessores
presidenciais. Continuou com o Proer (Programa de Estímulo
à Reestruturação do Sistema Financeiro),
quando o presidente beneficiou com R$ 9,6 bilhões
o Banco Econômico apenas para satisfazer seu aliado
baiano, Antônio Carlos Magalhães. No contexto
desse escândalo, surgiu outro – o da Pasta
Rosa, que evidenciava um gigantesco caixa dois, beneficiando
dezenas de políticos, entre os quais o senador
Antônio Carlos Magalhães.
Nada disso, antes que se siga adiante, despertou quaisquer
rompantes éticos do ex-presidente. Nada foi apurado,
nenhuma providência foi tomada, tudo foi jogado
para debaixo do tapete. Para que o presidente apure
a memória, ou para que ela deixe de ser tão
seletiva, caberia lembrar a escandalosa compra de votos
no Congresso para garantir a reeleição
dele. Dois deputados, ambos do PFL, foram comprados
por 200 mil cada um. A CPI foi bombardeada por Fernando
Henrique. Outro momentoso caso de corrupção
foi o socorro aos bancos Marka e FonteCidam, ambos com
vínculos sólidos com o tucanato. E nada
de CPI.
A privataria talvez tenha sido o mais grave de todos
os escândalos. A privatização irresponsável
foi um crime de lesa-pátria. Durante a privatização
do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram
conversas telefônicas entre Luís Carlos
Mendonça de Barros, então ministro das
Comunicações, e André Lara Resende,
dirigente do banco, que tudo faziam para beneficiar
o Banco Opportunity. A cobertura da privatização
por parte da mídia, ao menos naquilo que ela
teve de substancial, inexistiu. Salvo para a revista
CartaCapital, que fez um trabalho memorável,
revelador do assalto privatista que o tucanato promoveu
ao Estado brasileiro. Apesar de tudo, FHC impediu a
CPI. Não compensa seguir à frente com
a lista. E os escândalos da era FHC eram de bilhões.
Além de tudo, toda a política era de encobrir
quaisquer apurações, diferentemente do
governo Lula, que apura e combate a corrupção.
O povo tem razão: macaco não olha para
o próprio rabo. De alguma forma, compreende-se
a irritação de FHC. Com todos os seus
títulos acadêmicos, não chegou nem
perto da autoridade política que Lula adquiriu
no País e no exterior. Lula é hoje um
líder mundial, particularmente dos países
periféricos e mais ainda da América Latina.
E as classes dominantes nacionais mais perversas, ao
lado das empresas multinacionais que ele representa
com impressionante dedicação, não
querem admitir que um operário continue a promover
as mudanças que o Brasil tanto reclama. O povo
brasileiro é sábio. Sabe o que andou por
trás da recente campanha difamatória contra
o PT e governo Lula. E não se deixará
enganar. As pesquisas já indicam isso. E nós,
do PT, vamos continuar nossa luta para aprofundar as
mudanças no Brasil. Quem manda é o povo,
Lula de novo.
Saudações
petistas
Deputado Emiliano José (PT-BA) - Março
de 2006
Ataques
da direita unificam PT
O
Diretório Nacional do PT, aprovou por ampla maioria
– 80 votos contra 2 – uma Resolução
Política (18/03/2006) exortando seus militantes
a reagirem à fúria denuncista da direita
(PSDB e PFL) contra Lula e o PT. O documento condena
a exploração eleitoreira da CPI dos Bingos
e manifesta total solidariedade ao ministro Palocci.
Emiliano José (PT-BA), que participou da reunião
em São Paulo, como membro titular, ressaltou
a importância da Resolução Política
elencar os avanços do Governo Lula:“Quando
comparamos o nosso governo com os oito anos da era FHC
eles perdem, daí a tentativa de levar a campanha
eleitoral para o campo da baixaria”. A íntegra
da Resolução Política está
no site.
Mino
Carta cita Emiliano em resposta a ACM
O
jornalista Mino Carta, Diretor de Redação
da revista Carta Capital, na edição de
15/03/2006, afirma que a democracia é inviável
onde campeiam os coronéis que se comportam como
donatários da colônia. Como exemplo, cita
a reação do senador ACM à reportagem
de capa de CartaCapital( 08/03/06), sobre o enorme prejuízo
causado à Previ pela construção
do complexo hoteleiro do Sauípe. O velho coronel,
em plena tribuna do Senado, afirma que a reportagem
é manipulação promovida pelos “ladrões
do PT”. Acostumado às calúnias,
o competente e sério jornalista Mino Carta (não
se pode dizer o mesmo de ACM) em resposta ao senador,
recomendou a leitura do discurso do deputado Emiliano
José (PT-BA), feito no dia 07/03/2006. Emiliano
defende Carta Capital e aplaude a reportagem que revela
o prejuízo do complexo de Sauípe à
PREVI. A edição sumiu das bancas de Salvador.
O texto está no site.
Emiliano
rebate governador Paulo Souto
Ao
tomar conhecimento de uma queixa-crime de parte do governador
Paulo Souto, o deputado Emiliano José (PT), em
três pronunciamentos numa só sessão
da Assembléia Legislativa (07/03/06), além
de citar a revista Carta Capital (que vinculou o nome
de Paulo Souto ao mega-prejuízo de R$ 846 milhões
da PREVI), confirmou suas denúncias: é
irregular o comprometimento de mais de 11,5% da receita
no pagamento da dívida pública estadual.
Segundo Emiliano, Paulo Souto revela sua face autoritária
ao pretender processá-lo por exercer o mandato
parlamentar e fiscalizar o poder. Emiliano chegou a
comparar Paulo Souto ao presidente Washington Luiz que,
em 1927 sancionou a Lei Celerada, para calar a oposição
no Congresso. Os três discursos estão no
site.
ACM
Neto volta a atirar no próprio pé
O
deputado ACM Neto (PFL) volta a atirar contra o próprio
pé. O primeiro dedão do pé ele
acertou quando a mídia revelou o prejuízo
de mais de R$ 2 bilhões da PREVI, engrossado
pelos negócis de ACM e Paulo Souto no Complexo
de Sauípe, na Bahia, em R$ 900 milhões.
Outro dedão ele acertou quando se descobriu que
o FUNCEF – fundos de pensão da CEF –
acumula R$ 2,6 bilhões de prejuízo. O
Wet´n Wild Salvador, na Avenida Paralela, enterrou
R$ 44 milhões do FUNCEF. O empreendimento é
da Suarez Empreendimentos, muito próxima do pessoal
de ACM de Pauylo Souto, de FHC.... A reportagem é
da Gazeta Mercantil (15/03/06). A matéria começa
assim: mais uma vez a CPI dos Correios mirou em Lula
e acertou Fernando Henrique Cardoso...
Alagoinhas
reúne idosos de 21 municípios
A
convite do prefeito Joseildo Ramos (PT), o deputado
Emiliano José (PT-BA) participou da abertura
da I Conferência Regional dos Direitos da Pessoa
Idosa do Litoral Norte, realizada em Alagoinhas, nos
dias 9 e 10 de março com o tema central “Construindo
a rede de proteção e defesa da pessoa
idosa”. “É sempre bom lembrar que
ao envelhecer a sociedade brasileira está acumulando
cultura, e os direitos dessas pessoas precisam ser respeitados
e com esta conferência estamos lutando por isso”
ressaltou o deputado, para os representantes de 21 municípios
presentes.
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