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Boletim
nº 42 – março/2004 – (71) 3115
7139/3115 7073 Fax 3115 4093
Governo
da Bahia deixa escolas sem merenda
Embora
a Secretária Estadual da Educação,
Anacy Paim, tenha feito de tudo, em declarações
ao jornal A Tarde, para responsabilizar o Governo Lula
pela suspensão da merenda escolar no Estado da
Bahia, a verdade prevaleceu. O deputado Emiliano José,
líder do PT na Assembléia Legislativa,
apurou que a merenda escolar foi suspensa porque a Secretaria
da Fazenda mantinha quatro contas bancárias e
manipulava os recursos, quando a legislação
é bastante clara: somente uma única conta
bancária pode receber os recursos da educação,
obviamente para facilitar a fiscalização.
Depois de duas reportagens, responsabilizando o Governo
Federal pela suspensão da merenda escolar, o
próprio jornal A Tarde acabou descobrindo a verdade
e, na primeira página de quinta-feira (04/03/2004).
publicou a manchete: “Conta irregular atrasa a
merenda”. De fato, quando a Secretária
Anacy Paim fez declarações à imprensa,
dia 27/03/2004, a primeira parcela dos recursos da merenda
escolar já estavam depositados desde o dias 25,
conforme apurou o deputado Emiliano José. Como
o Governo da Bahia foi alertado das irregularidades
e não tomou providências, só restou
à Secretaria do Tesouro Nacional suspender o
repasse.
OS FATOS PASSO A PASSO
PRIMEIRO
PASSO - Domingo, dia 29/02/2004, a Secretária
Estadual da Educação Anacy Paim informa
ao repórter Adilson Fonseca, do jornal A Tarde,
que o ano letivo começa sem merenda escolar porque
“a verba do MEC para comprar alimentos não
chegou”. Manchete do jornal, na página
3: “Volta às aulas sem merenda”.
SEGUNDO PASSO - Terça-feira, dia 02/03/2004,
o repórter vai à rede escolar e comprova
que estudantes são liberados mais cedo para lanchar
em casa. Manchete da página 4:”Recreio
sem reforço da merenda escolar”.
TERCEIRO PASSO - Quarta-feira, dia 03/03/2004, o deputado
Emiliano José vai à tribuna da Assembléia
Legislativa e desmente a Secretária Estadual
da Educação. As declarações
dela foram dadas ao jornal dia 27 de fevereiro. Mas
nos dias 25 e 26 o MEC já havia repassado a primeira
parcela do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE), num total de quase R$ 9 milhões para
as 417 cidades da Bahia, e deste total, R$ 2 milhões
para a Secretaria Estadual de Educação.
Anacy Paim omitiu que o Governo da Bahia estava irregular.
É que a lei manda depositar os recursos em uma
única conta bancária, por motivos óbvios.
Mas a Secretaria da Fazenda mantinha ilegalmente as
verbas da merenda escolar em quatro contas e manipulava
os recursos. Tanto Anacy Paim quanto a SEFAZ foram comunicados
da “falha” mas a irregularidade persistiu,
causando a suspensão do repasse pela Secretaria
do Tesouro Nacional. “A falta da merenda não
se justifica, é um crime cometido pelo governo
da Bahia”, bradou Emiliano. O repasse foi suspenso
porque havia também outra picaretagem da grossa:
todos os gêneros alimentícios foram fornecidos
pela EBAL sem licitação, em total ilegalidade.
QUARTO PASSO - Quinta-feira, dia 04/03/2004, o jornal
A Tarde descobre que a Secretária Estadual da
Educação mentiu e publica manchete de
primeira página:”Conta irregular atrasa
a merenda” e esclarece que a Bahia não
prestou contas do dinheiro do MEC para a merenda escolar
no ano passado. O repasse pode ser novamente suspenso.
Em 2003 a Bahia deixou de receber R$ 8,8 milhões
por causa da esperteza das quatro contas bancárias.
A merenda escolar só deve chegar às escolas
na segunda quinzena de março.
Justiça seja feita
Julgamento dos assassinos de Natur será fim da
impunidade
Ao
dar conhecimento à Assembléia Legislativa,
que o julgamento dos assassinos do professor Natur de
Assis Filho foi marcado para o dia 11 de março
de 2004, às 8h:30m, em Feira de Santana, o deputado
Emiliano José afirmou esperar que a impunidade
acabe para sempre na Bahia. Ao determinar o desaforamento
da comarca de Ubaíra, onde ocorreu o bárbaro
crime, para Feira de Santana, o Tribunal de Justiça
da Bahia atendeu requerimento do promotor Carlos Artur
dos Santos Pires, designado pelo Procurador Chefe da
Ministério Público, Achilles Siquara,
para acompanhar o processo contra o ex-prefeito de Ubaíra,
Ivan Eça de Menezes (PFL) e seu irmão
Laurito Eça de Menezes, que assassinaram a sangue-frio
e por motivo fútil o presidente do Partido Verde
de Ubaíra, em 9 de março de 2001.
A
decisão do Tribunal de Justiça da Bahia
atende também ao clamor público contra
a tradição de impunidade reinante no Vale
do Jiquiriçá, em particular, em crimes
de morte. Os acusados respondem pelos crimes de homicídio
qualificado, tentativa de homicídio, lesões
corporais e risco à vida de 48 pessoas. Ivan
Eça de Menezes responde a dois outros processos,
por estupro e lesão corporal, e a 17 processos
por malversação do dinheiro público.
Os
irmãos Eça de Menezes, vinculados politicamente
ao senador César Borges, que dominavam há
vinte anos a política municipal, cercaram à
mão armada uma reunião dos partidários
da prefeita Rosani Fagundes (PSB), culminando com cenas
de violência e execução a sangue-frio
do ecologista Natur de Assis Filho, que tentava acalmá-los.
Natur, ex-preso político da ditadura militar
de 64, companheiro do deputado Emiliano José
na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador,
exilado no México e Moçambique, filho
do poeta Natur de Assis e de D. Kátia Assis,
retornou nos anos 90 para Ubaíra, e deu apoio
à candidatura vitoriosa da médica Rosani
Fagundes, do PSB, à prefeitura municipal. Foi
fundador do PT e depois ingressou no PV, do qual era
presidente do Diretório Municipal de Ubaíra.
Santa
Maria da Vitória
Biblioteca Campesina comemorou 24 anos
O
deputado Emiliano José apresentou, na Assembléia
Legislativa da Bahia, Moção de Aplauso
à Biblioteca Campesina de Santa Maria da Vitória,
que completou 24 anos dia 15 de fevereiro de 2004. Dentre
os fundadores da Biblioteca Campesina destacam-se Cezar
Lisboa, Décio Paulo Spaniol, Joaquim Lisboa Neto,
Djalma Gomes de Oliveira, José Reis Ribeiro,
Vanderlei Marques Ferreira, além de Clodomir
Santos de Morais, militante do Partido Comunista Brasileiro
e um dos organizadores das Ligas Camponesas de antes
de 1964. Atualmente a biblioteca tem um acervo de 20
mil livros.
Leia
em www.emilianojose.com.br artigo de Emiliano publicado
na revista Caros Amigos de fevereiro com o título:
“Um padre, Lula e a Europa”.
Projeto
de lei
Emiliano
quer botar ordem na Embasa, Coelba e telefônicas
Projeto de Lei de Emiliano José pretende estabelecer
obrigatoriedade de divulgação de locais
de pagamento de contas de consumo às concessionárias
de serviços públicos. A Embasa, Coelba
e telefônicas ficariam assim obrigadas a divulgar
no verso das contas de consumo a relação
completa dos endereços para pagamento. Depois
que os bancos deixaram de receber tais contas a população
passou a viver um verdadeiro sufoco.
Homenagem
Uma
rua chamada Pedro Milton de Brito
O
prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy, finalmente
sancionou a lei 510/04, da autoria do então vereador
Emiliano José (PT) e aprovada por unanimidade
pela Câmara de Vereadores. A rua Pedro Milton
de Brito está localizada no bairro da Graça,
entre as ruas Oito de Dezembro e Dr. João Pondé.
Antigamente chamava-se rua Oliveira Salazar, sanguinário
ditador de Portugal por 48 anos. Pedro Milton de Brito
foi por duas vezes presidente da OAB/Bahia e criou sua
Comissão de Direitos Humanos, sendo seu primeiro
presidente. Foi advogado dos presos políticos
durante a ditadura de 64, e lutou pelo Estado de Direito
e pela democracia. A publicação se deu
no DOM de 1º de março de 2004.
Emiliano
publica livro na internet
“Narciso no fundo das galés – combate
político através da imprensa”, segundo
livro do jornalista e escritor Emiliano José,
lançado em 1992, tem seu conteúdo integralmente
disponibilizado no site www.emilianojose.com.br revelando
o que ele pensava, à época, sobre reforma
agrária, democracia, socialismo, violência
policial e ditaduras.
Noticiário
completo e íntegra dos discursos de Emiliano
José estão em www.emilianojose.com.br
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