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Boletim
nº 61 - agosto/2004 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Pacientes
e funcionários salvaram IBR
O
Diário Oficial do Estado (08/07/04) publicou
manchete: “Souto assina convênio de ajuda
ao IBR”. O press release lembra vagamente que
“após o IBR passar por uma crise financeira
e administrativa que quase o fechou” o governo
estava assinando convênio entre a Fundação
José Silveira e a Associação de
Assistência à Criança Deficiente
(AACD). Não há menção à
mobilização dos funcionários e
pacientes que, em 2001, surpreenderam a cidade parando
veículos com cadeiras de rodas diante da sede
do IBR, em Ondina, nem às insistentes reportagens
de A Tarde, repercutindo os clamores de pacientes e
funcionários. E claro, muito menos às
visitas, reuniões, sessões e discursos
promovidos pelos vereadores Emiliano José (PT)
e Javier Alfaya (PC do B) na Câmara Municipal
de Salvador.
O
movimento IBR S.O.S. salvou o instituto da extinção,
evitou o leilão de sua sede para pagar dívidas
trabalhistas e conseguiu que o Estado nomeasse um interventor.
A Embasa anistiou dívidas, vieram novos equipamentos,
mas as dívidas do FGTS e PIS com o INSS enforcavam
a instituição. Durante muito tempo os
salários dos servidores atrasaram. O prefeito
Imbassahy se calou.
Veja
clipping e matéria completa aqui
Governo baiano recua na fraude do CETEAD
Depois da denúncia da bancada do PT na Assembléia
Legislativa da Bahia, fonte de reportagem do jornal
A Tarde, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia
recuou da dispensa de licitação fraudulenta
que beneficiaria o Centro Educacional de Tecnologia
em Educação (CETEAD) com a transferência
de R$ 21 milhões que seriam destinados à
implantação do Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência (SAMU 192) em Salvador,
Lauro de Freitas, Itaparica e Vera Cruz. Uma publicação
no Diário Oficial do Estado de 27/07/04 (página
12) tornou sem efeito o contrato com o CETEAD e outra
publicação no DOE de 30/07/04 (página
13) tornou sem efeito a dispensa de licitação
irregular.
Depois
das duas publicações no Diário
Oficial do Estado (DOE), ficou mais evidente ainda que
o secretário de Saúde do Estado, José
Antônio Rodrigues Alves, mentiu ao tentar negar
as irregularidades verificadas pela bancada do PT no
contrato de R$21 milhões, firmado, sem a devida
licitação, entre a SESAB e o CETEAD. O
contrato número 018/04, publicado em 30 de junho
estava eivado de irregularidades, tanto que foi tornado
sem efeito em 27 de julho, após a reportagem
de A Tarde. Com a tentativa de fraude, o esforço
do governo federal para reduzir a mortalidade por violência
e traumas pode ser afetado.
Leia
matéria completa no site www.emilianojose.com.br
MPLA visita Salvador
Delegação do Partido MPLA (Movimento Pela
Libertação de Angola) visitou Salvador,
em julho, com o objetivo de trocar experiências
políticas e administrativas com a Bahia. Angola
comemorou dois anos de paz em abril de 2004, depois
de 30 anos de guerra civil. Por iniciativa de Emiliano
José, a Assembléia Legislativa concedeu
o título de Cidadão Baiano ao presidente
de Angola, José Eduardo Santos, que também
vai ser homenageado pela UFBA com o título Doutor
Honoris Causa.
PFL
lidera relação de inelegíveis
A poeira das manchetes já baixou, mas é
sempre bom lembrar que o PFL e partidos da base carlista
lideram a relação de ex-prefeitos e gestores
públicos considerados inelegíveis na Bahia,
em conseqüência de contas julgadas irregulares
pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De um
total de 2.451 inelegíveis, da Bahia constam
272 nomes, em sua maioria absoluta do PFL, PTB, PL e
outros partidos nanicos liderados por ACM. A família
campeã é dos Alves Pinto, com quatro membros
incluídos, todos do PFL. O prefeito campeão,
com 28 processos rejeitados, é Gideão
Soares Matos (PFL), de Itarantin. A turma da Bahia junta-se
assim a nomes como a ex-primeira dama Rosane Collor
(que desviou verba da LBA) e do Juiz Nicolau dos Santos
Neto (Lalau), que desviou R$ 160 milhões para
contas na Suíça.
Também
estão na lista de inelegíveis Andréia
Cajado (Dias D´Ávila); Ângelo Coronel
(Coração de Maria); Eliodoro de Jesus
(Candeias); Gilka Badaró (Itajuípe); José
Tude (Camaçari); Francisco Reis (Alagoinhas);
Judélio Carlos (Alagoinhas); Luis de Deus (Paulo
Afonso). O único nome do PT citado é do
prefeito Joseph Bandeira, de Juazeiro, que aplicou a
verba dos royalties da Petrobrás em educação
e saúde, que os burocratas do TCU não
consideram infraestrutura, mas o Supremo Tribunal Federal
já deu ganho de causa para Joseph Bandeira. Agora,
de Juazeiro, só falta Misael Aguillar (também
na lista dos inelegíveis) se explicar.
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