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Boletim
nº 67 - Setembro/2004 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Culto Ecumênico em memória de Lamarca
Nos próximos dias 17 e 18 de setembro,
no município baiano de Brotas de Macaúbas,
acontece a IV Celebração dos Mártires
da Diocese de Barra, cujo tema principal será Direitos
Humanos e Impactos Ambientais. Da programação
constam debates, reuniões plenárias e uma
carreata partindo de Brotas de Macaúbas até
Pintada (município de Ipupiara), localidade em
que foi assassinado o capitão Carlos Lamarca, em
1971. Em Pintada, está programada uma celebração
ecumênica em memória de Lamarca, Zequinha
Barreto, Otoniel Barreto, Luiz Antônio Santa Bárbara,
todos mortos no cerco das forças da ditadura militar,
além de Manoel Dias e Josael de Lima (Jota), líderes
de trabalhadores rurais assassinados em outras ocasiões.
Desde
setembro de 2001, a Diocese de Barra e o Centro de Assessoria
de Assuruá (CAA) organizam a celebração
ecumênica “Vidas pela Vida!”. Uma
das motivações iniciais foi marcar a passagem
de 30 anos do assassinato do capitão Carlos Lamarca.
A partir desta motivação e ampliando o
sentido da celebração, foram resgatadas
e celebradas as histórias de vida dos “seis
grandes brasileiros que tombaram no chão da Diocese
de Barra. Desde então, a celebração
acontece todos os anos”. Na primeira celebração,
em 2001, o deputado Emiliano José (PT) esteve
presente.
Programação
completa e contatos estão neste link
ACM
já não sabe mais o que diz
O senador ACM, que estava afastado para não “manchar”
a campanha do candidato do PFL a prefeito de Salvador,
acabou virando garoto-propaganda com a principal tarefa
de fazer o serviço sujo: primeiro, serviu-se
da Folha de São Paulo para espalhar a intriga
segundo a qual o presidente Lula teria abandonado a
campanha do PT na Bahia. Agora, se contradiz e afirma
que vai reclamar ao presidente Lula que seu ministro
da Saúde, Humberto Costa, está dando uma
“maozinha” aos candidatos do PT em Vitória
da Conquista e Itabuna, ao inaugurar a Farmácia
Popular e o Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (SAMU/192) naquelas cidades, respectivamente.
Na
linha de prestar o serviço sujo – depois
dos escândalos do grampo a imagem dele virou pó-de-mico
– ACM também foi escalado para aparecer
mais duas vezes no programa do PFL. A primeira, para
atacar o ministro Waldir Pires que participou, juntamente
com Nelson Pelegrino, do Grito dos Excluídos
no 7 de setembro. A segunda, para – ridiculamente
- mostrar uma foto da residência do candidato
a prefeito do PT, Nelson Pelegrino. Os marqueteiros
de César Borges acham que assim desviam a atenção
das críticas ao candidato do PFL para o próprio
ACM.
César
Borges contra Igreja
O fato é que a campanha eleitoral esquentou com
a atual polarização entre César
Borges (PFL) e Nelson Pelegrino (PT). Nos bastidores
da campanha eleitoral comenta-se que pesquisas internas
apontam o crescimento da campanha de Pelegrino. Daí
os ataques. O programa eleitoral do PT começa
a incluir imagens e informações reveladoras
do real perfil do candidato do PFL. As imagens mostram
a violenta repressão ordenada pelo então
governador César Borges, em 2001, contra jovens
estudantes secundaristas em protesto e a invasão
do campus da UFBA. Uma informação lembra
que, mesmo com a tempestade de denúncias de corrupção,
processos, impugnações e afastamento de
prefeitos do PFL, César Borges patrocina um projeto
de lei para anular a lei contra a corrupção
apresentada pela Igreja Católica e OAB, com um
milhão de assinaturas. (Redação
do site www.emilianojose.com.br).
Católicos
apóiam Nelson Pelegrino
A participação do ministro Waldir Pires
(CGU), e dos candidatos a prefeito Nelson Pelegrino
(PT) e vice-prefeito, Javier Alfaya (PCdoB), no cortejo
do Grito dos Excluídos, logo após o desfile
militar do 7 de setembro, revela claramente a posição
dos movimentos sociais católicos de Salvador.
Do Grito dos Excluídos, promovido há 9
anos pela Igreja Católica, participam freiras,
padres, fiéis leigos, grupos de pastorais de
toda a região metropolitana, além dos
representantes dos sem-teto e dos sem-terra.
Depois da parada militar do 7 de setembro, pouco antes
do meio-dia, o cortejo organizado pelos movimentos católicos,
ocupou a avenida à altura da Casa D` Itália
em direção à Praça Castro
Alves. A presença mais marcante foi a da juventude.
Centenas de jovens recolhiam adesões a abaixo-assinados
a serem encaminhados ao Congresso Nacional, contra a
redução da maioridade penal, contra a
transposição do rio São Francisco
e contra a privatização da água.
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