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Boletim
nº 69 - Outubro/2004 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Emiliano
José:
O significado das eleições para o PT da
Bahia
Essas eleições
na Bahia tiveram um significado especial para o PT e
para as oposições. O Partido saltou de
sete para 21 prefeitos, ganhou em outras 13 cidades
com o vice-prefeito e fez 193 vereadores no estado.
Em Salvador, se em 2000 elegemos quatro vereadores,
agora elegemos cinco. Aqui, disputamos o primeiro turno
de maneira decidida e só não fomos para
o segundo turno por menos 0.5%. Demonstramos, portanto,
ter um candidato forte e um partido consolidado em Salvador.
E assim vamos caminhar firmemente ao lado do candidato
João Henrique para derrotar as forças
conservadoras, encarnadas na figura de César
Borges.
Na Região
Metropolitana, conseguimos duas extraordinárias
vitórias, com as eleições de Luís
Caetano e Moema Gramacho, meus companheiros de bancada
na Assembléia Legislativa. Caetano passou uma
década sobrevivendo, quase no ostracismo, enfrentando
uma campanha sórdida por parte dos adversários.
Deu a volta por cima, elegeu-se deputado e agora derrotou
a famigerada oligarquia local, que se notabilizou pela
fraude permanente. Mais de 50 mil títulos falsos
foram localizados no município há pouco
tempo. Foi a volta do cipó de aroeira no lombo
de quem mandou dar. Moema também deu uma lição
a quem acreditava que podia usar e abusar. O povo de
Lauro de Freitas cansou-se da oligarquia e não
aceitou o abuso de pretender que se passasse o poder
de pai para filho de maneira tão arrogante.
Essas eleições
marcam um passo significativo na derrota das oligarquias.
Do oligarca-mor e dos pequenos oligarcas. Observem o
exemplo de Entre Rios, município encostado a
Alagoinhas, onde a esperança de fato venceu o
medo. Não adiantaram a violência, a arrogância,
tentativas de intimidação, nada. O professor
Ranulfo venceu o coronel local em Entre Rios, com vaquejada,
trios e dinheiro. A cidadania levantou-se e acabou com
o coronel. Vejam o caso de Chica do PT, nossa companheira
das barrancas do São Francisco, que se tornou
prefeita de Carinhanha. Ali, o banditismo oficial campeava
solto. Quem poderia imaginar que ganharíamos
em Cipó? Estamos caminhando na esteira da vitória
de Lula.
Temos de lembrar as grandes vitórias em Cruz
das Almas, com Orlandinho, e de Amargosa, com Walmir.
Que coisa extraordinária foi mandar os malditos
embora em Maragogipe. Que bonito ter Irmã Cecília
prefeita de Itiúba.Ver Novo Horizonte governada
pelo PT a partir de janeiro de 2005. E que beleza derrotar
a arrogância dos que pretendiam paralisar a experiência
generosa de Vitória da Conquista. Sabemos que
o governo do Estado e todas as lideranças carlistas
fizeram das tripas coração para tentar
derrotar nosso partido e José Raimundo em Conquista.
Não conseguiram. E não conseguiram também
em Alagoinhas, vitoriosa administração
petista, com Joseildo Ramos à frente.
E Carlinhos
Brasileiro segue prefeito, que o povo de Senhor do Bonfim
tem sabedoria. E mantivemos Pintadas e Mutuípe,
municípios pequenos que já administrávamos
e que se tornaram exemplos para o país. Não
vamos citar uma por uma, mas dizer de nossa alegria
por observar tantas mudanças. Lamentamos, e profundamente,
as derrotas de Itabuna e Juazeiro, mas que eles saibam
que estaremos lá, vigilantes.
A registrar,
ainda, as vitórias que obtivemos em parceria
com partidos aliados, participando ou não das
chapas. Em Barreiras, vencemos com Saulo Pedrosa, do
PSDB. Na vice, nossa companheira Nilza. Em Paulo Afonso,
a sábia e generosa decisão de Zé
Ivaldo, respaldado pelo PT, de retirar a candidatura
e apoiar a candidatura de Raimundo Caires, do PSB, o
determinou a vitória das oposições.
Nosso partido
cresceu. Amadureceu. Esse crescimento é resultado
de uma direção com alto senso coletivo,
com capacidade política, com discernimento para
estabelecer uma boa convivência entre as diversas
correntes políticas do partido. E de uma militância
que persegue o sonho da mudança. Nessa direção,
cabe destacar o papel exercido pelo presidente, deputado
federal Josias Gomes, de grande habilidade na construção
de consensos.
A luta política
continua em Salvador para derrotar o adversário
no seu principal reduto. Depois, é governar bem,
como sabemos fazer. E nos prepararmos, mobilizando e
organizando nosso povo, estimulando o crescimento da
cidadania, para a conquista do governo do Estado em
2006.
Emiliano
José
Salvador, 06/10/04
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