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Boletim
nº 90 - Maio/2005 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Cartilha ensina criança a comer bem
Mesmo correndo o risco de cair sobre nossa cabeça uma indignada carta do escritor João Ubaldo Ribeiro bradando, iradamente, contra o "estado totalitário que poderia estar, imaginem, querendo nos ditar o que comer", tal como fez com a cartilha Politicamente Correto, recomendamos a Cartilha de Nutrição do Programa Fome Zero. Nela, a personagem Emília (de Monteiro Lobato) transmite às crianças das escolas públicas a importância de hábitos alimentares saudáveis. Em três revistas com histórias em quadrinhos protagonizadas pela boneca de pano, será explicado a 17 milhões de crianças o que é um alimento saudável, educação alimentar e sua importância na saúde.
Também recomendamos...
- a cartilha Olho Vivo no Dinheiro Público, da Controladoria-Geral da União, que ensina como fiscalizar a aplicação dos recursos federais e cuja íntegra está em nosso site.
- a cartilha Quem Não Deve Não Teme que está sendo distribuída por ONGS baianas, ensinando como fiscalizar as contas das câmaras de vereadores e prefeituras;
- o Manual Gestão de Recursos Federais, em que a CGU ensina como obter, aplicar e prestar contas dos recursos federais. Com esta, agora só rouba quem quer.
Cartilha pelo trabalho
Acaba de sair mais uma cartilha, assinada pela ONG Avante, com apoio do Governo Lula, que ensina como organizar comissões municipais de trabalho, emprego e renda. Com o título Comissões Municipais de Trabalho, Emprego e Renda: Um Tempo Novo, elaborada pela ONG Avante, com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), Plano Nacional de Qualificação (PNQ) e Ministério do Trabalho e Emprego, é uma iniciativa para estimular a criação das comissões municipais, como forma de articular os programas de geração de emprego e renda com a comunidade local. Fala de economia solidária, qualificação profissional, programa primeiro emprego, cooperativas, reciclagem e, naturalmente, do Programa de Geração de Emprego e Renda - PROGER, em suas versões urbana e rural.
Sempre pode aparecer crítica de alguém do PFL, de algum anti-lulista, quem sabe de algum outro escritor maluco querendo aparecer ou mostrar serviço aos seus senhores. Mas, quem se importa?
Politicamente correto
A cartilha do Politicamente Correto, retirada de circulação depois do ataque irado do escritor baiano, merece ser debatida, enriquecida e reescrita, porque estimula a crítica a expressões racistas e preconceituosas. É uma ótima idéia. A desconstrução das expressões racistas e preconceituosas, baixarias da língua falada pelo brasileiro, precisa continuar. Você acha certo chamar infração no trânsito de baianada? Homossexual de baitola e boiola? E que tal um negro de alma branca?
Emiliano percorre o interior
Em menos de 30 dias o deputado Emiliano José (PT) esteve duas vezes no campus da UESB em Jequié. Dia 22 de abril fez palestra para estudantes do Curso de Formação Política e Cidadã para lideranças do movimento social, dentro do Projeto de Extensão Universidade Popular. No dia 12 de maio, participou do seminário Movimentos Sociais e Heróis Anônimos da Ditadura Militar, ocasião em que lançou seu livro Galeria F: Lembranças do Mar Cinzento.
Debate em Alagoinhas
Emiliano José (PT) fez palestra no I Seminário de Comunicação Social, cujo tema foi Mídia e Poder Público, organizado pela prefeitura de Alagoinhas, dias 12 e 13 de maio. Na oportunidade, lançou seu livro Galeria F: Lembranças do Mar Cinzento. O evento reuniu importantes jornalistas e comunicadores da Bahia, entre eles Olenka Machado (A Tarde), Carlos Navarro Filho e Simone Souto Mayor (Prefeitura de Salvador), Marcílio Costa (TV Subaé) e o professor Sérgio Mattos, entre outros.
Poemas nos porões da ditadura
O historiador Flamarion Maués, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, reconstituiu o modo como foi escrito o livro Poemas do Povo da Noite, do poeta Pedro Tierra, nas prisões da ditadura entre os anos 1972 e 1977. O autor recorre a várias fontes, entre elas a obra de Emiliano José As Asas Invisíveis de Padre Renzo, que desvenda o importante papel do padre Renzo na difusão dos poemas e na sua tradução para o italiano. Pedro Tierra é o pseudônimo de Hamilton Pereira da Silva, à época militante da ALN e hoje presidente da Fundação Perseu Abramo. Poemas do Povo da Noite teve sua primeira edição mimeografada e contrabandeada. Correu o mundo em várias línguas, mas no Brasil era padre Renzo que semeava poesia na idade do terror. Está tudo no site de Emiliano José.
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