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Boletim
nº 97 – julho/2005 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Emiliano
assume presidência do PT baiano
O deputado estadual Emiliano José assumiu a
presidência do PT da Bahia. Ele substituiu o deputado
federal Josias Gomes, que se licenciou do cargo por
decisão pessoal, para evitar exploração
política e se defender da leviana inclusão
de seu nome numa relação de pessoas que
visitaram a agência do Banco Rural, em Brasília,
num período em que foram feitos saques do suposto
mensalão. O pedido de afastamento do cargo foi
rejeitado pela Comissão Executiva Estadual, que
se solidarizou com o dirigente petista. Mas acabou prevalecendo
a decisão pessoal de licenciamento do ex-presidente.
Lista
desmoralizada
A lista do deputado Rodrigo Maia (PFL) nasceu desmoralizada.
A Rede Globo omitiu que ele próprio e funcionários
de seu gabinete também estiveram na agência
bancária no mesmo dia. Como Zezéu Ribeiro,
também o deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP)
anunciou que vai levar o líder do PFL na Câmara
à Comissão de Ética. Ao cruzar
os dados, Maia sustentou que parentes, assessores e
deputados estiveram no Brasília Shopping, envolvendo
nove pessoas ligadas aos petistas. Por falta de simples
checagem, ele incluiu o nome de uma mulher, cujo RG
é do Distrito federal e que seria assessora do
deputado Devanir Ribeiro. Entretanto, o RG da verdadeira
assessora do parlamentar é de São Paulo.
Óbvio caso de homônimo.
Mais
enganos
Já o deputado Wasny de Roure (PT-DF) divulgou
nota em que esclarece que seu ex-assessor parlamentar
Luiz Carlos da Silva "não é a mesma
pessoa citada em matéria veiculada pelo Jornal
Nacional". Outro caso de pessoas com o mesmo nome.
A carteira de identidade do ex-assessor do deputado
difere dos dados mostrados pelo "Jornal Nacional".
Segundo a senadora Ideli Salvatti, o que espanta é
a maneira como o filho de César Maia trata a
honra alheia, atirando para todos os lados, sem critério
ético e, sem considerar as informações
da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Atitude como esta podem levar ao descrédito o
instrumento mais democrático de investigação
do Legislativo: a CPI. Mais ainda: poderá deixar
a população atônita com denúncias
vazias que não se sustentam por mais de 24 horas
devido a sua inveracidade".
Repercussão
em Salvador
Em Salvador, o jornalista Samuel Celestino de A Tarde
divulgou, em sua coluna, que o deputado José
Carlos Aleluia (PFL) considerou muito precipitado lançar
suspeitas sobre pessoas pelo simples fato de alguém
ter um dia entrado na agência do Banco Rural de
Brasília. O deputado entende que é preciso
provas para assacar contra a honra de uma pessoa, daí
porque não se deve lançar sobre alguém
e pecha de inocente ou culpado, sem mais nem menos.
Samuel Celestino lembrou que passaram pala agência
67 parlamentares ou funcionários de gabinete.
Se todas essas pessoas que entraram naquela agência
passarem à condição e suspeitos
é possível que um bom número de
moradores de Brasília fique com a mancha. Aliás,
informações como tais apenas dificultam
as investigações que são procedidas
na CPI dos Correios. Acabam embaralhando fatos, os verdadeiros
com os hipotéticos, ressaltou o jornalista.
Farra
publicitária do governo baiano
O deputado Emiliano José (PT) criticou a farra
publicitária do governo da Bahia. Em 2004, foram
gastos R$ 70 milhões com promoção
e divulgação das ações do
governo contra pouco mais de R$ 45 milhões de
2003. Logo, houve um aumento de 53% da verba destinada
a esse fim. Com as informações retiradas
do relatório do conselheiro Filemon Matos, do
Tribunal de Contas do Estado (TCE), ele justificou em
pronunciamento (28/06/05) porque votou contra aprovação
das contas do governo Paulo Souto.
Fone
de ACM está na agenda de Marcos Valério
Se nome incluído na agenda do publicitário
Marcos Valério é indício de crime,
a coisa vai pegar fogo. A agenda de Marcos Valério,
apresentada pela ex-secretária (e desafeta) Fernanda
Karina à CPMI, inclui os telefones do gabinete
do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA),
da residência do ex-ministro Pimenta da Veiga
(PSDB), do celular do presidente do PSDB, Antônio
Eduardo Azeredo e do Gabinete do governador mineiro
Aécio Neves (PSDB). A agenda de telefones é
o segundo documento que Fernanda Karina apresentou ao
Congresso para “ajudar” nas investigações
contra seu ex-patrão. As informações
são da Agência Globo, mas estão
nas últimas linhas do texto. Não dá
manchete.
ACM
Neto tentou proteger Roberto Jefferson, por que?
O deputado ACM Neto (PFL-BA) votou contra a quebra
de sigilo do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Por
que será? Apesar dele (e da confusa Heloísa
Helena, do PSOL), a CPMI votou a quebra de sigilo do
ladravaz. Daqui para a frente, o herói às
avessas - que certa mídia elegeu estrela privilegiada
e de alta credibilidade em suas denúncias sem
provas – vai ocupar seu verdadeiro lugar de delinqüente
de luxo. A gota dágua foram suas declarações
no Programa do Jô, quando colocou sob suspeita
todos os parlamentares integrantes da CPMI dos Correios.
Graças aos protestos da senadora Ideli Salvatti
(PT) ele foi obrigado a recuar. Em represália,
tentou jogar lama na senadora petista, mas não
colou.
Quatro
baianas indicadas ao Nobel da Paz
O Prêmio Nobel da Paz está na berlinda.
A Fundação Mulheres Suíças
pela Paz organizou a campanha 1000 Mulheres para o Prêmio
Nobel da Paz, por considerar questionável que
o Nobel, desde sua criação em 1901, tenha
contemplado 80 homens, 20 entidades e apenas 13 mulheres.
Assim, a ong suíça começou uma
campanha para que mil mulheres concorram de forma coletiva
ao prêmio. Do Brasil foram indicadas 52 mulheres,
sendo quatro da Bahia: Ana Montenegro, advogada e ativista
política; Creuza Oliveira, presidente da Federação
Nacional das Trabalhadoras Domésticas; e as líderes
religiosas Mãe Hilda, do Ilê Axé
Jitolu e Mãe Stella de Oxossi, do Ilê Axé
Opô Afonjá, conhecidas por lutar pela valorização
da cultura negra. (Matéria completa no site de
Emiliano).
Marcos
Valério e o PSDB - I
O Ministério Público Estadual de Minas
Gerais investiga denúncias de favorecimento ilícito
entre o empresário Marcos Valério e Sandra
Rocha, secretária de Comunicação
durante a administração do tucano Ademir
Lucas, em Contagem. A SMPB, uma das agências de
Marcos Valério, deteve a conta da prefeitura
do município ao longo de toda a gestão
do PSDB, entre 2000 e 2004. O contrato previa repasses
de R$ 1,7 milhão. Sandra Rocha era responsável
pela administração da maioria das contas
publicitárias da cidade. (Fonte: jornal Estado
de S. Paulo – 10/07/05).
Marcos
Valério e o PSDB – II
O segundo homem da área de comunicação
do governo Aécio Neves (PSDB), o publicitário
e jornalista Sérgio Esser foi diretor da agência
SMPB e diretor de marketing do Banco Rural antes de
assumir a função de secretário-executivo
na pasta encarregada da verba e das campanhas publicitárias
do governo mineiro. Em 2004, as agências SMPB
e DNA abiscoitaram mais de 50% da verba de R$ 30 milhões
de publicidade do governo estadual. Esses contratos
foram prorrogados, com aditamentos de 25%. A entrada
de Esser, em dezembro, coincidiu com os preparativos
da nova licitação, em curso, com verba
ampliada para R$ 55 milhões, para promover um
governo cujo titular poderá disputar a reeleição,
o Senado ou a Presidência". (Fonte Folha
de S. Paulo - 10/07/2005).
A
imprensa no mar de lama
A onda de denuncismo no mar de lama da imprensa brasileira
não atingiu o presidente Lula. A pesquisa CNT/Sensus
(12/07/2005) revelou: 1) que a aprovação
ao presidente Lula subiu de 57,4% (maio) para 59,9%
(julho). (2) Que a desaprovação caiu de
32,7% para 30,2%. (3) Que subiu a avaliação
do Governo Lula, passando de 39,8% (maio) para 40,3%
(julho). Os números contradizem outra pesquisa
divulgada pela revista Veja, feita por um instituto
vinculado aos políticos do PSDB. A revista se
recusou a declarar quem pagou a pesquisa. Pela pesquisa
CNT/Sensus, o presidente Lula continua imbatível
na reeleição em 2006. Os números
indicam que o povo brasileiro não se deixou enganar
pela avalanche denuncista contra o PT e o Governo Lula.
O golpe deu certo em 1954 (e levou Vargas ao suicídio),
em 1961 (e provocou a renúncia de Jânio),
em 1964 (com a ditadura militar), mas não está
dando certo em 2005.
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