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Baianos
comemoram o 2 de Julho
Em
paz, sem as agressões da Polícia Militar,
aos militantes da oposição, que marcaram
os anos anteriores, os baianos comemoraram o 2 de Julho,
festa da Independência da Bahia
A descrição
da jornalista Luíza Torres, do jornal A Tarde,
não podia ser mais clara. Neste 2 de Julho, festa
da independência da Bahia, governistas de um lado,
oposição de outro, os baianos participaram
do cortejo com muita alegria e descontração.
A reportagem encontrou pelo caminho uma parcela da juventude
que sequer sabe o significado das festividades, o que
alimenta os argumentos dos que defendem a manutenção
da tradição. Os ministros Waldir Pires,
Jacques Wagner, deputado Emiliano José, muitos
deputados estaduais e federais acompanharam o candidato
Nelson Pelegrino no trajeto.
02/07/2004
2
de Julho
Baianos comemoram o 2 de Julho; alguns desconhecem a
data
Luiza Torres, do A Tarde On Line
Chuva
de papel picado e balões coloridos saudaram a
chegada do caboclo e da cabocla, às 11 horas
desta sexta-feira, 2 de julho, no Pelourinho. O cortejo
saiu da Lapinha às 9h30 e chegou à Praça
Municipal às 11h15. Fanfarras, ala de baianas,
casas enfeitadas, tudo para comemorar os 181 anos da
Independência da Bahia.
Os
baianos chegavam ao Largo da Lapinha antes das 6 horas
da manhã para participar da Alvorada com fogos.
Diversas casas foram enfeitadas para a festa. O grupo
"Os guaranis de Itaparica", formado por 54
adolescentes, desfila pela segunda vez no evento. Os
componentes, vestidos de índios, iniciaram o
trajeto de quatro quilômetros.
Pessoas
de idades variadas apreciavam o cortejo. A ala de cinqüenta
baianas, cujas roupas foram produzidas a partir de materiais
reciclados, encantavam os olhares. "Estou achando
a festa muito bonita. É colorida e gostosa de
assistir", afirma Marcolino Teles de Meneses, 93
anos, que participa pela primeira vez das Comemorações.
Ao saber que o motivo da festa era a Independência
da Bahia, Marcolino disse que o Estado ainda precisa
de muita coisa como saúde, saneamento básico,
segurança e educação.
Contradição
"O
diferencial da festa [2 de Julho] é o caboclo
e a cabocla, mas ao longo dos anos esses dois personagens
vêm perdendo espaço", afirma decepcionado
o sociólogo Milton Moura. De acordo com ele,
a população baiana não conhece
a história da data. "A organização
do evento faz pouca publicidade da data histórica.
As pessoas desconhecem o significado da comemoração",
diz Moura.
Alguns
exemplos da teoria de Moura estavam no meio das comemorações,
desfilando na fanfarra da Escola Estadual Azevedo Fernandes,
localizada no Pelourinho. Os estudantes do ensino médio,
Perivaldo de Jesus Santos, 17 anos, Diego Ribeiro, 15,
e Josemar dos Santos, 14, apesar de fazerem parte da
comemoração, não conhecem o significado
da data. "A escola ensinou, mas não lembro
o que se comemora nesta data", afirma Josemar dos
Santos, vestido de caboclo. " Não tenho
certeza, mas acho que é a Independência
da Bahia", diz Diego Ribeiro.
Campanha
Política
Apesar
do governador do Estado, Paulo Souto, afirmar que o
dois de julho é uma festa cívica e não
política, os candidatos a prefeito e a vereadores
de Salvador "aproveitaram" para distribuir
"santinhos" ao público que assistia
ao cortejo. A campanha política no 2 de Julho
já é "tradição"
e se repete anualmente.
Todos
os candidatos políticos participaram das homenagens.
A comitiva da candidata a prefeita de Salvador, Lídice
da Mata (PSB), saiu logo depois do PFL. O grupo do PT,
com o senador Waldir Pires, o deputado estadual Emiliano
José e o ministro Jacques Wagner veio à
Bahia para demonstrar o apoio ao candidato Nelson Pelegrino.
Também estava presente o candidato João
Henrique (PDT).
O
senador Antonio Carlos Magalhães, o governador
Paulo Souto, o prefeito Antonio Imbassahy e o candidato
a prefeito César Borges foram os primeiros a
chegar à Lapinha.
Ao
som do Hino Nacional, executado pela banda dos Fuzileiros
Navais, as autoridades políticas hastearam as
bandeiras do Brasil, Bahia, Salvador e do Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia. Flores
foram depositadas no monumento do General Labatut, francês
que chefiou as tropas brasileiras durante a batalha
de 1823.
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