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11/12/2004
Música
e poesia para Carlos Marighella
José
Castro
Em 10 de
dezembro de 1979 uma multidão se espremia no
Aeroporto Internacional Dois de Julho para aguardar
a urna que continha os restos mortais do guerrilheiro
Carlos Marighella (1911-1969). Imortalizado na história
do País por ter trocado o Partido Comunista Brasileiro,
onde as armas eram as palavras, pela luta armada na
Aliança Libertadora Nacional, voltava a Salvador
no ano da Anistia enrolado na Bandeira do Brasil.
Ontem, 25
anos depois, seu filho, Carlos Augusto Marighella e
os netos Maria Marighella, Pedro Marighella, e Ana Rita
Marighella lhe ofereceram um recital com poema e música,
a cargo do Bando de Teatro Olodum, em sua derradeira
morada no cemitério da Baixa de Quintas, em Salvador.
Um poema seu, “Liberdade”, foi musicado
por Jarbas Bittencourt. Adorava poemas.
Na década
de 30 fez um satirizando o interventor Juracy Magalhães.
Nos anos de chumbo da repressão foi considerado
o “inimigo número 1 da ditadura”.
“É com muito orgulho que estamos aqui hoje,
diante do monumento que Niemeyer fez em sua lápide,
onde se lê uma frase que bem o define: Não
tive tempo de ter medo”, relembrou o filho Carlos
Augusto.
“No
próximo ano haverá lançamento de
uma biografia, de um filme e de um trabalho dirigido
por Márcio Meireles chamado Processo Marighella”,
adiantou sua neta Maria.
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