
30/01/2004
Faculdade Dois de Julho
Luta
pode se fortalecer com o apoio de políticos
A bancada de oposição na Assembléia Legislativa fez coro
contra a crise que se instalou na Faculdade Dois de Julho,
motivo de diversos pronunciamento, ontem. Por sugestão
do deputado José das Virgens (PT), os parlamentares formaram
uma comissão e agendaram uma visita, na próxima terça-feira,
à instituição para conhecer de perto as queixas e intermediarem
uma solução.
Além de prestarem solidariedade aos estudantes, os deputados
os convidaram, juntamente com os professores, a participarem
da sessão da Assembléia, na segunda-feira. “Quero
congratular-me com os estudantes de jornalismo da FDJ
que, em vez de enfraquecerem em razão dos conflitos internos,
exigem democracia”, declarou o parlamentar, após
ler matéria de A TARDE publicada ontem, revelando a crise
que se instalou na faculdade.
Educador e ex-professor do Colégio Dois de Julho, onde
lecionou por mais de 20 anos, o deputado Zilton Rocha
(PT) destacou a qualidade de ensino da instituição, “sempre
gerida pela democracia e que agora, lamentavelmente, virou
notícia de jornal não por essas qualidades, mas pela truculência
da sua direção”, reagiu o parlamentar.
IMAGEM ARRANHADA – Zilton lamentou “que a
instituição Dois de Julho esteja permitindo práticas antidemocráticas,
desrespeitosas, maculando a sua imagem perante a comunidade.
Deixo meu repúdio ao senhor Waldir Régis, de triste memória
para a vida de Salvador”.
Para o também petista Emiliano José, jornalista e professor
universitário, a Faculdade Dois de Julho vem sendo palco
de diversas irregularidades, que como a substituição de
professores altamente preparados por outros sem a formação
necessária, citando a demissão dos professores Joana D’Arc,
ex-coordenadora do curso de jornalismo da faculdade, e
Leandro Colling.
No entendimento do deputado, “vários crimes foram
cometidos ali nos últimos dias contra os estudantes e
professores”, citando a agressão sofrida pelos alunos
pelo que chamou de “tropa armada” a serviço
da faculdade, referindo-se aos seguranças contratados
pela Dois de Julho para reprimir a manifestação dos estudantes
no dia 2 de dezembro do ano passado.
O episódio resultou em três queixas na 1ª Delegacia, nos
Barris, e na Delegacia do Menor, já que a adolescente
Lorena, 17, foi uma das vítimas dos seguranças contratados
pela direção da faculdade, e em duas representações no
Ministério Público. Os deputados Moema Gramacho e Waldenor
Pereira, do PT, Javier Alfaya (PCdoB) e Carlos Gaban (PFL)
também se manifestaram em favor dos estudantes, defendendo
a sugestão de uma comissão interparlamentar para tentar
gerir a crise na Faculdade Dois de Julho |