O IV Congresso da CNQ-CUT discutiu na
manhã desta quinta-feira, dia 3 de junho , a
proposta de Regimento Interno do IV Congresso. Os trabalhos
foram encaminhados por José Samuel Magalhães
(Jacaré) e Sandro Lourenço da Silva. Houve
votação de destaques e a aprovação
final do regimento, que norteará os trabalhos.
Em seguida, o deputado Estadual e vice-presidente do
Partido dos Trabalhadores da Bahia, Emiliano José,
fez uma análise da conjuntura internacional e
nacional, ressaltando a difícil situação
que o Governo Lula recebeu o país, os amargos
ajustes que tiveram de ser realizados e as perspectivas
positivas de crescimento econômico e de geração
de emprego neste ano. Veja na matéria abaixo
os pontos principais da palestra do deputado Estadual
e jornalista, Emiliano José.
Este governo é dos trabalhadores
O deputado Estadual e vice-presidente
do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Emiliano José,
fez uma análise da conjuntura mundial e "do
singular momento político em que estamos vivendo
no Brasil". Segundo ele, Lula assumiu numa situação
política internacional em que o capitalismo globalizado
coloca sérias limitações às
ações dos governos dos estados nacionais
e, além disso, recebeu uma pesada herança
dos governos anteriores , principalmente dos oito anos
do Governo de Fernando Henrique Cardoso, onde se deu
a aliança entre o PFL e o PSDB .
"Pegamos o país num quadro
aparentemente aterrador, com a inflação
acima dos 40%, a dívida pública próxima
de R$ 1 trilhão, juros acima dos 26% e o Risco
Brasil em 2.400 pontos, ou seja, com um país
à beira do precipício", relata Emiliano
José. Sem milagres O Governo Lula enfrentou essa
situação com coragem, realizou os ajustes
necessários e evitou a explosão do dólar
e o disparo da inflação. "Foram feitos
ajustes da economia - diz o deputado baiano - mas sem
se descuidar das preocupações sociais".
Ele ressalta que o governo, apesar das
restrições orçamentárias,
o Governo Federal executou diversos programas importantes,
como o Bolsa Família, Fome Zero, deu atenção
especial à agricultura familiar, à reforma
agrária, à saúde, educação,
etc. "O Governo não é um território
de milagres, mas o território da alocação
correta de recursos, com prioridades claras", diz
Emiliano José. Ele ressalta como aspecto muito
positivo os sinais da retomada de crescimento econômico,
verificada no primeiro quadrimestre deste ano: "Foram
534 mil empregos com carteira assinada, que é
um recorde nos últimos doze anos".
Segundo o deputado, a indústria
cresceu, foi registrado no mês de maio o maior
superávit do ano e tudo isso só foi possível,
em decorrência da política econômica
adotada com responsabilidade, preparando o caminho para
um novo ciclo de desenvolvimento econômico com
distribuição de renda.
Soberania nacional
Outro ponto muito positivo do atual
Governo foi à política externa: "
O Governo Lula conseguiu esticar no limite a soberania
do Estado brasileiro, em pouquíssimo tempo, através
da adoção de uma política firme
de solidariedade aos países da América
Latina, como Venezuela, Argentina e do fortalecimento
do Mercosul", afirma Emiliano José. Ele
ainda acrescenta outros fatos importantes da política
externa brasileira, como a aproximação
dos países africanos , o estabelecimento de sólida
parceria com a China e a posição de liderança
do Brasil na Organização Mundial do Comércio
(OMC) , quando liderou 22 países contra as propostas
dominantes dos países do capitalismo central,
sobretudo dos EUA. Ele ainda ressalta a postura soberana
do Governo Federal nas negociações da
ALCA e a clara condenação à guerra
do Iraque.
Movimento sindical
Emiliano José, na qualidade de
parlamentar, evita fazer recomendações
ao movimento sindical, "que tem sua dinâmica
própria e sua autonomia", ressalva. Entretanto,
como político e dirigente do PT, ele espera que,
a partir do IV Congresso Nacional da CNQ-CUT, o ramo
químico coloque não somente propostas
específicas e econômicas , mas também
a sua visão de Brasil, de forma coerente, e que
ajude o Governo Lula a enfrentar os desafios. "Além
das necessárias reivindicações
específicas e econômicas, que haja também
uma visão nova de que este governo é um
governo dos trabalhadores", conclui.
Redação - João
Caetano do Nascimento - Ass.Imprensa da CNQ-CUT Apoio
Técnico - Marcos J. Souza - CNQ-CUT 03/05/2004