

18 de Julho de 2011 - por Emiliano José
Creio que desde que a política se tornou uma
espécie de pacto civilizatório, sem o qual prevalecem as ditaduras de
quaisquer espécies, as indagações sobre sua natureza e eficácia são
permanentes. E ainda bem, porque são as dúvidas e as pressões que
permitem a ela se renovar, ao menos se o campo da política tiver
capacidade de ouvir. Há conjunturas em que as pressões e indagações são
maiores. Creio que vivemos um tempo assim, de muitas dúvidas sobre a
política. No Brasil e no mundo.
E isso decorre de uma crise
inegável em que está mergulhada a democracia representativa. Neste
formato político, em que os parlamentares se enclausuram depois de
eleitos, não parece fácil a eles ouvirem o clamor das ruas, para falar
apenas do Legislativo. E se eles não enfrentam, como na maioria dos
países, a possibilidade de serem sacados de seus mandatos na hipótese de
não cumprirem o programa com que se apresentaram aos eleitores, maior
ainda a dificuldade da interlocução. Isso cria um fosso entre o
parlamentar e o cidadão ou cidadã que o elegeu.
5 de Julho de 2011 - por Emiliano José
A velocidade das mudanças provocadas pelo
fenômeno da internet em todo o mundo é impressionante. Há uma nova
sociabilidade, uma nova convivência, decorrente da existência da
internet, ainda não devidamente avaliada. Com a internet, nada será como
antes, e a frase terá de ser repetida incessantemente para que não se
perca a noção de que a cada segundo o mundo é outro. Como sempre foi,
dirão alguns. Mas, nunca como nos dias de hoje pela rapidez com que tudo
que é sólido desmancha no ar.
Para além de tantos aspectos que
a envolvem, a indicar uma mudança de paradigmas civilizatórios, a
internet tem provocado impactos muito fortes na política. Há algum tempo
se fala na insuficiência da democracia representativa, que reclamaria
outros níveis de participação, diretos. Agora, no entanto, essa
carência, por variadas razões, se tornou muito mais evidente, salta aos
olhos, e enganam-se os que acreditam possam adiar ad infinitum a adoção
de mecanismos reais voltados à democracia direta. E isso para tornar
mais saudável a democracia representativa ou para estabelecer pontes
entre as formas tradicionais e as de participação direta.
5 de Julho de 2011 - por Emiliano José
A velocidade das mudanças provocadas pelo
fenômeno da internet em todo o mundo é impressionante. Há uma nova
sociabilidade, uma nova convivência, decorrente da existência da
internet, ainda não devidamente avaliada. Com a internet, nada será como
antes, e a frase terá de ser repetida incessantemente para que não se
perca a noção de que a cada segundo o mundo é outro. Como sempre foi,
dirão alguns. Mas, nunca como nos dias de hoje pela rapidez com que tudo
que é sólido desmancha no ar.
Para além de tantos aspectos que
a envolvem, a indicar uma mudança de paradigmas civilizatórios, a
internet tem provocado impactos muito fortes na política. Há algum tempo
se fala na insuficiência da democracia representativa, que reclamaria
outros níveis de participação, diretos. Agora, no entanto, essa
carência, por variadas razões, se tornou muito mais evidente, salta aos
olhos, e enganam-se os que acreditam possam adiar ad infinitum a adoção
de mecanismos reais voltados à democracia direta. E isso para tornar
mais saudável a democracia representativa ou para estabelecer pontes
entre as formas tradicionais e as de participação direta.
29 de Junho de 2011 - por Emiliano José
Todo texto tem para mim uma magia própria.
Dificilmente, e são manias já de longa data, de quem já escreveu muito,
tenho um planejamento consistente, anteriormente pensado. É como se o
texto me levasse. E neste caso, depois de ter lido o livro de Ricardo de
Azevedo, (Por um Triz, Memórias de um militante da AP. São Paulo: Plena Editorial, 2010), creio que a sensação de deixar a vida me levar é ainda maior.
Por um triz é um título mais que adequado. Poderia, para recorrer às minhas tentações com títulos, também receber o título No fio da navalha,
que não seria impróprio, pois a sensação é também essa ao pensar no
protagonista, que vive em perigo permanente, como acontece com quem
combate ditaduras, com quem foge delas quando pode, com quem enfrenta
exílios, com quem enfrenta torturas e prisões, com quem coloca a vida em
jogo a todo instante, com quem se depara com golpes inesperados, como o
do Chile.
O ritmo do texto é impressionante e a contribuição
sobre o que significa a experiência da militância, das prisões, das
dificuldades da clandestinidade, do exílio, dos muitos amores, das
muitas frustrações, dos muitos rompimentos, de toda natureza, das
mudanças contínuas, de toda natureza, a contribuição sobre tudo isso é
impressionante. É provável que quem não tenha vivido tais experiências
consiga apreender todo o significado delas. Mas, é claro, a leitura é
mais intensa para quem viveu coisas tão semelhantes, como no meu caso.