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Histórias da vida

Mortos durante a caça ao Capitão Carlos Lamarca

LAMARCA

Carlos Lamarca † 17/9/1971

“Ousar lutar, ousar vencer”

Carlos Lamarca nasceu no Rio de Janeiro. Aos 17 anos ingressou na carreira militar, obtendo a patente de capitão em 1967. Oficial exemplar, serviu à ONU no Oriente Médio durante a ocupação do Canal de Suez. Casou-se aos 23 anos com Maria Pavan e teve dois filhos, César e Cláudia. Em 1969 abandonou o Exército e se juntou às organizações clandestinas que lutavam contra a ditadura militar. Em 1971 se deslocou para Brotas de Macaúbas, com o objetivo de preparar uma base guerrilheira. Em setembro deste ano, a repressão descobre seu acampamento, espalha o terror na região. Lamarca e Zequinha foram executados quando descansavam à sombra de uma baraúna, depois de uma jornada, a pé, de quase 300 quilômetros pela caatinga. Lamarca tinha 34 anos quando morreu. Terminava sempre seus escritos com “ousar lutar, ousar vencer”.

ZEQUINHA

José Campos Barreto † 17/9/1971

“Abaixo a ditadura”

Zequinha nasceu no povoado de Buriti Cristalino, município de Brotas de Macaúbas. Era o mais velho de sete irmãos de  uma família simples e muito religiosa. Estudou no Seminário de Garanhuns, em Pernambuco. Em 1964 foi para São Paulo, serviu o Exército e participou de entidades estudantis e do Sindicato dos Metalúrgicos. Zequinha e seu irmão Olderico retornaram para Buriti Cristalino já com intenção de organizar a luta guerrilheira. Em 1971 recebem Luíz Santa Bárbara e o capitão Carlos Lamarca. Segundo o relatório do Exército,  depois de ser metralhado, suas últimas palavras foram: “abaixo a ditadura”.

OTONIEL

Otoniel Campos Barreto † 17/9/1971

Irmão de Zequinha e Olderico, Otoniel Campos Barreto foi executado quando estava sob a guarda dos militares no sangrento assalto ao povoado de Buriti Cristalino. Revoltado com os gritos do pai, José Barreto, que aos 65 anos de idade estava sendo torturado, aproveitou uma falha dos militares, empunhou uma arma que escapou da revista, e tentou uma desesperada fuga. Foi metralhado pelas costas e tombou morto.

SANTA BÁRBARA

Luís Antônio Santa Bárbara † 28/8/1971

Nasceu de uma família pobre. Foi presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Municipal de Feira de Santana. Foi preso na repressão desencadeada pelo Ato Institucional Nº 5 (AI-5). Integrou-se à vida do povoado de Buriti Cristalino como professor, alfabetizando de crianças a velhos, como hóspede da família Barreto. Chegou a organizar uma peça teatral no povoado sobre a cobrança de impostos, debatendo a propriedade da terra, a fome e a migração para São Paulo. Morreu, aos 24 anos, durante o assalto militar ao povoado. Há duas versões para sua morte: suicídio, durante o tiroteio, e assassinato. Não há provas definitivas para nenhuma das versões.

Veja também
  Resenha
"Lamarca: entre a ficção e a realidade"

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Cinema

Veja página especial sobre o filme "Lamarca", de Sérgio Resende
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Igrejas, MST e movimento popular celebram Carlos Lamarca como mártir e herói nacional
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História
Mortos na caçada ao capitão Lamarca
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"Buriti Cristalino", por Isadora Browne
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Culto ecumênico celebra Lamarca como mártir nacional
 
 
 
 
 
   
   
   
   
   
   

 

 
 
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